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Flamengo repete Lima, vira, vai à final e sabe: precisa jogar muito mais

Mauro Cezar Pereira

17/12/2019 21h26

Bruno Henrique comemora gol em Doha na virada sobre o Al-Hilal – Foto: Divulgação/Alexandre Vidal/CRF

Os primeiros 45 minutos foram quase os da pior exibição possível do Flamengo. Algo superado apenas pelo comportamento observado nos 4 a 0 sofridos para o Santos, nove dias antes. Desta vez sem a muletas do "não valia mais nada", "o time já era campeão", ou "estava com a cabeça no Catar".

Pois justamente quando chegou a Doha, o time de Jorge Jesus parecia ter deixado a mente no meio do caminho. Desconcentrado, sem marcar a saída de bola muitas vezes insegura do Al-Hilal, permitindo trocas de passes, a ponto de o time saudita ter finalizado três vezes dentro da área para fazer 1 a 0 com Al-Dawsari a 18 minutos de peleja. Antes, Giovinco parou em Diego Alves e Gomis isolou a melhor chance de sua equipe.

Foi uma etapa inicial com mais chances do Al-Hilal. Bruno Henrique errou praticamente tudo antes do intervalo, demorando a arrematar e desperdiçando a melhor oportunidade do Flamengo. Ainda no primeiro tempo o campeão asiático já fazia cera com a vantagem mínima no placar. O Al-Hilal trocava passes, se organizava bem, protegia a área num 4-4-2 com Giovinco mais próximo de Gomis e suportava facilmente as graças iniciativas rubro-negras.

O cenário mudaria na segunda etapa. Veio logo o gol de Arrascaeta, em jogada coletiva característica dessa equipe, somada à melhor movimentação dos atacantes e ao desgaste inevitável do time saudita, que marcou e jogou intensamente no primeiro tempo.

O Al-Hilal, que antes mesmo do intervalo dava alguns sinais de que não manteria o ritmo, fazia cera e chegou e demorar até em batida de lateral. E sem a vantagem no placar, foi dominado pelo Flamengo, que até demorou, mas virou. Bruno Henrique, não vinha bem, mas participou dos três gols, marcando o da virada em cruzamento de Rafinha, em ótima atuação.

Era óbvio que se esperava mais do time sul-americano, mas não se deve ignorar o desgaste dos atletas, que chegou após as séries de partidas pelo Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores, muitas vezes com o mesmo time. A torcida quer o título, para alcançá-lo, especialmente se o Liverpool for à final, será preciso supera-lo e jogar mais, bem mais.

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

Mauro Cezar Pereira