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Sampaoli tem mercado nas mãos. Mas será que o Palmeiras desistiu de vez?

Mauro Cezar Pereira

14/12/2019 18h33

O treinador Jorge Sampaoli na Vila Belmiro em seu último jogo à frente do Santos – Foto: Divulgação/SFC

Jorge Sampaoli foi contratado pelo Santos quando estava em baixa. De treinador com carreira cheia de perspectivas em seus melhores momentos no Sevilla, tornou-se um fiasco meses depois, à frente da Argentina na Copa do Mundo de 2018, na Rússia. O fiasco da seleção albiceleste fez cair ainda mais o, pequeno, prestígio em seu próprio país.

Assim, ficou mais acessível para clubes brasileiros, e o Santos soube aproveitar o momento. Não que tenha aceitado trabalhar ganhando pouco, pelo contrário, Sampaoli e sua equipe custam caro, mas antes daquela reviravolta, ele sequer negociaria para treinar um time do Brasil, pois estava em alta e seria inatingível financeiramente.

A campanha marcante desenvolvida no comando do elenco santista em 2019, com o vice-campeonato brasileiro e vários momentos de ótimo futebol, reposicionaram Sampaoli no mercado. Se ele fosse um piloto de Fórmula 1, seria como sair das últimas filas do grid para a pole-position. Fora do time paulista, virou o grande nome em disponibilidade.

Mas em seu país ele já é visto de outra maneira. Tanto que há semanas o Racing enviou a São Paulo seu diretor, o ex-jogador e ídolo Diego Milito, para convidar Sampaoli a comandar o campeão argentino. Com nova diretoria, o Boca Juniors o mantém na mira, até o Independiente já o sondou e na Espanha há quem fale de interesse do Real Bétis.

Como há a chance de o Boca tirar do Vélez o treinador (ex-zagueiro e lateral) Gabriel Heinze, o mercado poderá apresentar novos movimentos em breve. Em meio a tudo isso, na Argentina há quem não acredite na desistência do Racing de contar com Sampaoli em 2020. E por que os palmeirenses não poderiam fazer isso, recuar para, em outro momento, retomar negociações?

Fato é que discutir um acordo com o ex-treinador do Santos foi ficando complexo, quase inviável, em meio às exigências típicas de quem está com a faca e o queijo nas mãos. Mas e se o mercado não apresentar a Sampaoli oportunidade mais interessante do que o Palmeiras? Nesse tipo de novela, reviravoltas não podem ser vistas como impossíveis.

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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