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Fronteira fechada reduz torcida do possível rival do Flamengo no Catar

Mauro Cezar Pereira

13/12/2019 06h59

Em Doha, Catar

Em junho de 2017, seis países romperam com o Catar, na elevação da temperatura em meio a clima já então tenso entre os vizinhos. Pela ordem, Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Iêmem e Líbia cortaram relações diplomáticas com o governo de Doha, palco do Mundial de Clubes da Fifa em andamento, e também da Copa do Mundo 2022.

Eles acusam o país de desestabilizar a região e apoiar grupos extremistas. Com isso, não há mais voos entre o Catar e o território saudita, que faz a fronteira, fechada, com o país que recebe a competição. Em consequência, os torcedores do Al-Hilal, clube apoiado pela família real e o mais popular de seu país, não poderão comparecer em grande número em Doha.

Antes do rompimento entre as nações, o trajeto de carro entre Riad, onde o clube está sediado, e a capital catari era semelhante a uma viagem Rio a São Paulo, cerca de cinco horas. Muitos vinham da cidade de Dammam para jogos de futebol, em deslocamento terrestre pouco superior a duas horas. Só da Qatar Airways eraqm 12 voos diários antes de fecharem o espaço aéreo.

Hoje, para se deslocar da Arábia Saudita ao Catar, é preciso pegar um avião até outro país, como o Kuwait, para embarcar em novo voo até Doha. Neste mês, a capital catari recebeu a Copa do Golfo e os sauditas tiveram apoio de aproximadamente cem torcedores, quase todos moradores locais. A seleção eliminou os anfitriões na semifinal e perdeu a decisão para o Bahrein.

A seleção baremita foi campeã com apoio de numeroso grupo que veio em 12 aviões, depois de autorização especial do governo para que assim pudessem se deslocar até Doha, especialmente para o torneio. Não fosse a crise entre os países da região, certameente o possível adversário do Flamengo na semifinal teria o apoio de muitos dos que celebraram o título asiático (vídeo abaixo).


 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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