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Mapa da mina para a reação do Goiás explica porque Jesus poupa pouco no Fla

Mauro Cezar Pereira

31/10/2019 22h33

Michael só foi cercado por Rodinei quando estava dentro da área, e cruzou para He-Man: 1 a 1

A partida parecia controlada, a vitória do Flamengo encaminhada com os dois gols marcados antes da metade do segundo tempo. Mas ao acionar mais insistentemente, a partir da saída de bola sempre pelo lado esquerdo, o veloz Michael, o Goiás começou a construir sua reação. Principalmente depois que ficou com um homem a mais devido à expulsão do goleiro César. As jogadas eram feitas insistentemente em cima do ponto mais fraco da defesa do time carioca: a lateral-direita, onde nesta noite estava Rodinei.

Em cima dele o esperto camisa 11 esmeraldino fez a jogada do primeiro gol, cruzando para Rafael "He-Man" Moura se antecipar a Pablo Marí e marcar mais um gol sobre os rubro-negros, rotina em sua carreira. Também por ali o próprio Michael mandou às redes, já nos acréscimos, para empatar em 2 a 2. É fato que o fraco árbitro Ricardo Marques Ribeiro deixou de dar falta do camisa 9 da equipe goiana em Filipe Luís, na origem do lance. Mas isso não tira o peso da má participação de Rodinei.

Entre os dois gols do Goiás, a trapalhada de Rodinei: ele não domina a bola (1), então cai (2), Michael avança enquanto o lateral segue sentado no gramado (3), o camisa 11 chuta com perigo (4) na rede pelo lado de fora

Foram inúmeras jogadas forçadas em cima do lateral substituto de Rafinha na segunda metade da etapa final. E por ali tudo deu certo para o Goiás. Estratégia óbvia e eficiente ante a vulnerabilidade no setor do camisa 2 rubro-negro. E entre os gols houve um lance absolutamente patético, quando Rodinei tentou, sem sucesso, dominar a bola, ela ficou com Michael, que avançou e chutou com perigo, a bola bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Atuações como a do lateral-direito e de Piris da Motta, invariavelmente muito abaixo do nível de seus companheiros, explicam em parte porque Jorge Jesus poupa tão poucos jogadores. Não é só um estilo do treinador português, mas a evidente, e justificável, falta de confiança nos reservas, alguns incapazes de executar as missões a eles destinadas no nível pretendido e que o time do Flamengo é capaz de jogar, como já demonstrou diversas vezes.

Rodinei fica pelo caminho após mais um passe de Vaz para Michael, que avança e empata – Reprodução TV

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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