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Palmeiras domingo ou Fla 4ª feira? Choradeira é o que pauta parte da mídia

Mauro Cezar Pereira

03/10/2019 20h54

Guerrero contra o Cruzeiro e Bruno Henrique diante da Chapecoense – Fotos: Divulgação/ Ricardo Duarte/SCI e Alexandre Vidal/CRF

Dois jogos, a mesma cidade, o mesmo placar, diferentes competições, diferentes realidades, desproporcionais reações. Em apenas quatro dias, um par de partidas mostrou que no futebol é preciso reclamar, mesmo que sem razão, para boa parte da mídia esportiva gerar repercussão.

Domingo, em Porto Alegre, o Palmeiras empatou (1 a 1) com o Internacional pelo Brasileirão. Motivo para reclamar da arbitragem? Sim. Uma falta que antecedeu o gol (bem) anulado de Bruno Henrique. O toque de mão na bola dado por Willian é ciência exata de acordo com a regra atualizada do futebol.

Mas as queixas palmeirenses foram tamanhas, mesmo que sem motivo para tanto, que a mídia passou dias discutindo o indiscutível. Houve até quem torturasse a regra do jogo para encaixar ali os descabidos e exagerados queixumes. Tudo pelo clique, pela audiência, às custas da desinformação.

O lance mais polêmico da noite: Gabigol estava mesmo em impedimento? – Reprodução

Na noite de quarta, a capital gaúcha recebeu Grêmio x Flamengo pela Libertadores. O jogo teve pelo menos dois lances polêmicos, o gol anulado de Gabigol e a não expulsão de Michel. O volante gremista deu um pisão em Gérson. Em ambas as decisões o árbitro argentino Néstor Pitana deixou os torcedores locais aliviados.

Mas os dirigentes do Flamengo não repetiram a performance dos palmeirenses. Simplesmente não houve choradeira, embora até existisse brecha para tal. Se o presidente do time paulista usou o pós-jogo de seu time contra o Inter para reclamar a não expulsão do rubro-negro Gabigol na peleja frente ao São Paulo, o que impediria algum cartola flamenguistas de fazer o mesmo em causa própria?

Já o tento anulado de Gabigol, em frango do goleiro Paulo Victor, gerou uma imagem do VAR que até agora não conseguiu ser conclusiva. Pode até aparecer outra que comprove o tal impedimento milimétrico do artilheiro, mas por enquanto a discussão cabe. Rubro-negros seguem sem por a boca no trombone. Talvez até o façam, pode ser que isso gere a tal repercussão. Mas até agora não aconteceu.

Ainda bem. Se parte da mídia prefere se aprofundar em temas motivada pela polêmica barata, preferência por um time ou rejeição a outro, não significa que todos os dirigentes devam mergulhar na piscina do chororô. Por que reclamações descabidas, exageradas sobre arbitragem são chatas e desviam as atenções para temas relevantes envolvendo uma partida de futebol.

Boa hora para a imprensa cobrar conduta dos dirigentes que pressionam antecipadamente os árbitros, que reclamam mesmo sem motivos. Em respeito ao futebol. E à nossa inteligência.

PS: sobre o jogo, como já manifestei antes, achei que Michel poderia ser expulso, como Gabigol quatro dias antes. Ambas as decisões eram interpretativas. Quanto ao gol de Gabriel Barbosa, o blog ouviu dois importantes ex-árbitros, um disse que daria impedimento, outro não. Pois é, se não existir uma imagem ou informação que confirme com exatidão o impedimento do camisa 9, é possível entender que o apitador foi "caseiro". Caberia um chororô? Sim, claro. Ainda bem que não houve.

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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