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Flu de Oswaldo, o rival ideal para a estreia de Mano pelo Palmeiras em SP

Mauro Cezar Pereira

11/09/2019 00h37

Mano em sua estreia com o Palmeiras em São Paulo; ao fundo, Oswaldo de Oliveira – Foto: Divulgação/SEP

Foi fácil, muito fácil. Se o técnico Mano Menezes receava por alguma dificuldade em sua primeira partida à frente do Palmeiras diante dos torcedores do campeão brasileiro, a bola rolando logo mostrou que não havia o que temer. Os 3 a 0, com todos os gols marcados por Luiz Adriano, foram construídos com grande tranquilidade. O Fluminense, que com o comando de Fernando Diniz criava várias chances e perdia muitas (em alguns jogos todas), foi um time que pouco criou, novamente não aproveitou as oportunidades e mostrou deficiências defensivas ainda mais graves.

O time carioca finalizou apenas uma vez na direção do gol palmeirense, com Nenê, no primeiro tempo. E sofreu 15 arremates, 11 na direção da meta defendida por Muriel, que fez cinco defesas, três difíceis, pelas estatísticas do Footstats. O goleiro tricolor havia realizado dez intervenções na vitória sobre o Fortaleza, sábado, no Ceará. São portanto, 15 com Oswaldo de Oliveira como técnico, média de 7,5 por partida. Antes da chegada do atual treinador ela era de 3,6. O time sofreu 34 finalizações nesses dois compromissos, com a média, que era de 11, chegando a 17.

Números que mostram um Fluminense ainda mais exposto, vulnerável, convidativo ao adversário. O Palmeiras não rejeitou a oferta, com um detalhe importante, o time arrematou no alvo 18 vezes nas duas partidas sob a batuta de Mano, nove em cada. Com Luiz Felipe Scolari a equipe alviverde acertava o alvo, na média, pouco mais de quatro vezes por peleja. Claro que o nível dos dois adversários, que lutam contra o rebaixamento, pesa na análise. Mas para um trabalho que ainda começa, trata-se de um registro positivo, especialmente pelo pouco tempo de trabalho do ex-cruzeirense.

Se ao apito final no Allianz Parque os torcedores palmeirenses estufaram o peito mais confiantes, os tricolores elevaram o nível de preocupação. Está mais do que evidente que o time tinha defeitos, sim, mas apresentava virtudes com Fernando Diniz. E rapidamente perde suas qualidade, enquanto acentua, amplifica, aumenta seus problemas. Cenário preocupante que só não resultará na presença do time na zona de rebaixamento ao final do turno caso, sábado, o Cruzeiro seja derrotado pelo Palmeiras em São Paulo e, domingo, o Fluminense vença o Corinthians, em Brasília.

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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