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Como verdadeiro rubro-negro, Fla não acha perder normal. E vai à semifinal

Mauro Cezar Pereira

29/08/2019 01h57

Arrascaeta desarmou Sarrafiore, acionou Bruno Henrique, que serviu Gaabigol: semifinal – Reprodução TV

Nas semifinais brasileiras da Copa Libertadores, avançaram os times que quiseram jogar, tentaram ganhar praticamente todo o tempo, Grêmio, ao vencer e eliminar o Palmeiras na terça-feira, em São Paulo, e Flamengo, classificado na noite de quarta ao empatar com o Internacional, em Porto Alegre. Eliminadas foram as equipes que, em determinados instantes, se preocuparam prioritária e intensamente em se defender, em não perder, não em ganhar. E isso é bom para o futebol, ainda mais no Brasil, onde vem imperando o conservadorismo marcado pela rejeição à bola, o jogo rústico.

No duelo do Beira-Rio, o Inter, precisando vencer, não foi capaz de se impor nos primeiros 45 minutos. Pelo contrário. Gabriel Barbosa, o Gabigol, perdeu duas claras chances para abrir o placar, a um minutos de peleja e aos 43 – também do primeiro tempo. Faltou ousadia e capacidade ao time gaúcho, controlado pelo adversário por quase todo o período. O técnico Odair Hellmann demorou a mexer, a ponto de trocar Rafael Sóbis por Nico López apenas aos quatro da etapa complementar. Aos nove, substituição mais arriscada, Uendel saiu para a entrada de Wellington Silva.

Rafinha comemora com a torcida e é abraçado por Hugo Moura – Foto: Divulgação/Alexandre Vidal/CRF

O Internacional apertou na segunda metade do cotejo, mas ainda assim pouco criou. Como no primeiro tempo, finalizou no alvo uma só vez, no gol de Rodrigo Lindoso, em cabeçada após cobrança de falta feita por D'Alessandro. Mas no total de arremates, foi menos eficiente do que antes do intervalo, com quatro contra seis na etapa inicial. Ao todo, o Flamengo somou 11 finalizações contra 10, sete a dois nas certas, pelos números do Footstats. Pouco para quem precisava vencer por pelo menos 2 a 0.

Até que Gabigol empatou em sua quarta chance, terceira clara, quando o zagueiro Víctor Cuesta já havia saído para a entrada do meia ofensivo Sarrafiore, desarmado por Arrascaeta na origem do lance (veja acima). O uruguaio acionou Bruno Henrique, que conduziu com calma até rolar para o camisa 9 marcar seu 26º gol no ano. Contratados no início de 2019, juntos, os três somam 55 tentos e 25 assistências com a camisa do Flamengo. E estão escrevendo uma história diferente daquela que castigou a torcida por anos. Eles jogam como verdadeiros rubro-negros.

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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