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"Tá mal, Arão"! Por que Jesus pode transformar o polêmico volante do Fla

Mauro Cezar Pereira

01/07/2019 18h27

Willian Arão não é um mau jogador como muitos torcedores do Flamengo dizem, tampouco "diferenciado", como seu ex-técnico Abel Braga o definiu no começo de 2019. Aos 27 anos, ainda é um meio-campista que não desenvolveu totalmente o potencial. Sua qualidades são costumeiramente ofuscadas pelos defeitos. Basicamente costuma ir bem com a bola do meio para a frente, e mal sem ela na metade do campo para trás.

 

O grito de Jorge Jesus durante o jogo-treino de sábado, contra o Madureira, na Gávea, viralizou , virou funk (vídeo acima) e se transformou em um dos mais curiosos e engraçados memes da internet na semana. Mas, sério, o técnico português talvez seja aquele que consiga fazer Arão virar um jogador realmente especial, como nenhum treinador foi capaz até hoje. Como? Batendo na mesma tecla, corrigindo seus mais graves defeitos.

Arão infiltra bem, chega na área com rapidez e surpreende a defesa adversária. É bom no jogo aéreo ofensivo e chega forte à linha de fundo quando consegue articular boas tramas pelo flanco direito. Mas se a bola é do adversário… Falta intensidade, concentração, ele nem sempre reduz os espaços, sua retomada é lenta quando necessário voltar para deter o ataque, em suma, faltam a características que sobram em Cuellar, por exemplo.

Sou crítico desse comportamento de Arão, vejo, inclusive como desperdício, e já destaquei inúmeras vezes essa postura que chega a ser indolente em determinados momentos (abaixo). Com um técnico de outra escola, exigente e experiente, Arão poderá aprimorar seu jogo, corrigir defeitos e se transformar em um meio-campista melhor. Terá o grito de Jorge Jesus acordado o jogador que ele poderia ser? E ainda pode ser…

 

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Sobre o autor

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN e da Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Sobre o blog

Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. O jornalista pode "estar" comentarista, mas jamais deixará de ser repórter.

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