Blog do Mauro Cezar http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br Trazer comentários sobre futebol e informações, eventualmente em primeira mão, são os objetivos do blog. Sun, 23 Jun 2019 21:04:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Argentina, finalmente, estreou na Copa América http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/argentina-finalmente-estreou-na-copa-america/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/23/argentina-finalmente-estreou-na-copa-america/#respond Sun, 23 Jun 2019 21:04:26 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2373

Messi em ação no primeiro tempo da partida contra o Catar, em Porto Alegre, pela Copa América 2019

Instantes antes do gol de Lautaro Martínez, que abriu o placar a três minutos, a Argentina já ameaçara o Qatar com o autor do primeiro tento chutando, livre, sobre o travessão. Estava claro desde o pontapé inicial que a seleção de Messi entrou em campo decidida a jogar futebol no primeiro tempo, o que não aconteceu na derrota para a Colômbia e no empate com o Paraguai.

A falha grotesca de Al-Rawi na saída de bola permitiu ao atacante da Internazionale de Milão, ex-Racing, interceptá-la e mandar para as redes no primeiro gol argentino com bola rolando na Copa América. Demorou 183 minutos para sair. Outras chances foram criadas, e perdidas, uma das mais incríveis com Sérgio Kun Aguero, que recebeu ótimo passe de Lionel Messi aos 21 minutos e mandou para fora.

Os 10 arremates do primeiro tempo já superavam os sete registrados diante dos paraguaios, sendo que nos dois jogos anteriores, a Argentina finalizou uma vez antes do intervalo em ambos. Postura sofrível de um time que não lutava pelo gol, não buscava o ataque, não ameaçava a meta rival. A incrível passividade do time de Lionel Scaloni vista nos dois primeiros compromissos de fato desaparecera.

Seguiu perdendo gols a Argentina na segunda etapa, um time ansioso, apressado, mas que finalmente correu, jogou, tentou jogar. O gol de Aguero, ampliando a 2 a 0, aconteceu aos 37 minutos, na sétima tentativa contra a meta de Sheeb. Ainda é pouco, segue sendo uma seleção distante demais daquilo que dela se espera e, em tese, o grupo de jogadores é capaz de apresentar. Desde que seja um time, de fato.

Mas enfim, a Argentina estreou.

 

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Goleiro do Peru havia feito trapalhada parecida antes. Brasil só aproveitou http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/goleiro-do-peru-havia-feito-trapalhada-parecida-antes-brasil-so-aproveitou/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/22/goleiro-do-peru-havia-feito-trapalhada-parecida-antes-brasil-so-aproveitou/#respond Sat, 22 Jun 2019 21:00:30 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2347

Gallese tinha opções de passe, Tapia indicou a saída pela esquerda, mas chutou, Firmino bloqueou e fez 2 a 0

Aos 19 minutos, quando Roberto Firmino fez Brasil 2 x 0 Peru, a seleção comandada por Tite já acumulava três finalizações certas, três vezes mais do que em todo o jogo contra a Venezuela, quando em apenas uma ocasião o time brasileiro acertou o alvo. Esse dado já bastava para mostrar a diferença de comportamento do time da CBF contra os peruanos, apesar de um começo ruim. Sim, por que o início de jogo foi fraco e depois do gol de Casemiro na bola parada, a partida se transformou.

As mudanças feitas pelo treinador eram necessárias, mas pesou mais do que as entradas de Gabriel Jesus e Everton Cebolinha o comportamento da equipe após o primeiro tento. Já etapa inicial era visto em campo um Philippe Coutinho participativo, arriscando passes mais difíceis para colocar seus companheiros em boas condições, como na boa bola para o gremista logo após o segundo gol. Foi dele, inclusive, o cruzamento que originou a abertura do placar no estádio do Corinthians, em Itaquera.

O gol de Roberto Firmino, aproveitando saída de bola bizarra do goleiro Pedro Gallese, tornou as coisas mais fáceis. O arqueiro, por sinal, tem “currículo”. Em 2015, pelo Campeonato Peruano, defendendo o Juan Aurich, chutou a bola no árbitro e, na sobra, levou um dos gols na derrota por 3 a 2 para o Sporting Cristal (vídeo abaixo). Com o placar mais amplo e o Peru até então sem sequer conseguir uma finalização na direção da meta de Alisson, a vitória estava mais do que encomendada.

 

Everton Cebolinha ampliou ainda no primeiro tempo em jogada característica. Aí não havia mais dúvida de que o jogo estava mesmo resolvido. Mais centralizado em jogos anteriores, Gabriel Jesus desta vez ficou mais aberto pelo lado direito, especialmente no segundo tempo. Mas ele e Firmino podem/devem circular mais, se movimentar na troca de posições, até porque não estarão sempre diante de adversários batidos como era o time do Peru depois de sofrer os gols.

Importante ressaltar a participação de Firmino no quarto gol. Foi dele o passe para Daniel Alves ampliar, com o jogador do Liverpool fazendo uma movimentação muito comum a ele quando em campo com a camisa do campeão europeu. E ainda teve tempo para William, com a camisa 10, ampliar, e um pênalti nos acréscimos para arredondar a goleada. Vitória fácil e justa na melhor atuação da seleção até aqui na Copa América, justamente no jogo que tinha tudo para ser o mais difícil, único duelo do Brasil em sua chave contra uma seleção que esteve na Copa do Mundo da Rússia.

 

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Entre elitização e rendas milionárias, uma chance para o pobre ver futebol http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/entre-elitizacao-e-rendas-milionarias-uma-chance-para-o-pobre-ver-futebol/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/21/entre-elitizacao-e-rendas-milionarias-uma-chance-para-o-pobre-ver-futebol/#respond Fri, 21 Jun 2019 20:03:06 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2317

Falcão celebra brasileiro de 1979; André comemora gol do Gaúchão 1977 no Olímpico, ainda sem o anel superior

Em meio à onda de elitização no futebol brasileiro, que resultou no público pequeno em jogos da Copa América, inclusive com alguns torcedores gritando “Defense”, como na NBA, em Brasil 3 x 0 Bolívia, no Rio Grande do Sul há quem tente abrir espaços para torcedores banidos pelo bolso. Um projeto de lei foi protocolado sob o nome “Futebol para Todos”. A ideia: disponibilizar ingressos das partidas de futebol a preços populares para pessoas em situação de baixa renda no Rio Grande do Sul.

A autoria é do deputado Gaúcho da Geral (PSD), personagem conhecido da arquibancada do Grêmio e eleito parlamentar com mais de 43 mil votos. O texto propoõe cobrar no máximo 20% do valor cheio do ingresso mais barato disponibilizado ao público não sócio dos clubes de futebol.

Não é só. Por iniciativa de um grupo de torcedores do Internacional chamado O Povo do Clube, o Internacional oficializou, há dois anos, seu programa de sócio torcedor para pessoas de baixa renda. A aprovação, no Conselho Deliberativo, da modalidade Academia do Povo aconteceu em junho de 2017, no primeiro mandato do presidente Marcelo Medeiros.

Perto de 3 mil colorados já foram cadastrados. Eles assistem às partidas do Inter no Beira-Rio pagando mensalidade de R$ 10 e ingresso ao valor fixo de R$ 10 por partida. Pode se associar quem comprova renda de até dois salários mínimos, beneficiários de programas sociais e estudantes de escolas públicas. Em média comparecem aperoximadamente 800 sócios dessa modalidade por jogo.

Os estádios no Brasil raramente lotam, não apenas na Copa América. Existem alternativas, soluções, mas poucos fazem algo para mudar tal cenário. Parecem preferir uma cadeira vazia na arena de Copa do Mundo do que um torcedor sem dinheiro no bolso, ali, apoiando o seu time de coração.

 

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Jesus pede marcação de ponto dos jogadores e cita o hino na chegada ao Fla http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/jesus-exige-marcacao-de-ponto-dos-jogadores-e-cita-o-hino-na-chegada-ao-fla/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/20/jesus-exige-marcacao-de-ponto-dos-jogadores-e-cita-o-hino-na-chegada-ao-fla/#respond Thu, 20 Jun 2019 15:26:41 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2329

O técnico Jorge Jesus em seu primeiro contato com os jogadores do Flamengo, no Centro de Treiamentos

Jorge Jesus foi apresentado na manhã desta quinta-feira aos jogadores do Flamengo. Nesse primeiro contato com o elenco, deixou claro que o lema do seu trabalho à frente do grupo está no hino do clube: “É ganhar, ganhar e ganhar”, disse, se referindo ao trecho “vencer ,vencer, vencer” da composição de Lamartine Babo. À direção, o português fez pedidos diversos, entre eles a instalação de equipamento que registre a chegada e a saída dos atletas por meio de biometria (digital). Com isso ele terá o controle do tempo da permanência de cada um no Centro de Treinamentos.

O técnico disse aos atletas que todos terão que tão trabalhar para atingir os objetivos. Jesus chegou no começo da semana ao Rio de Janeiro, mas os jogadores estavam de folga. Por isso somente hoje eles o conheceram. O treinador permaneceu sério durante boa parte da apresentação, mas também houve momentos de descontração. Ele ainda não esteve com Diego, cujo voo de volta de uma viagem foi cancelado. O camisa 10 é esperado para esta sexta-feira e terá o dia de trabalho descontado, de acordo com o regulamento do clube, que contém normas e valores a serem debitados em casos específicos. Rafinha resolve detalhes de sua mudança da Alemanha. Ele será apresentado na segunda-feira.

O fato de Jorge Jesus ter feito referência a tal trecho do hino do Flamengo logo no primeiro contato com os atletas é bem curioso. Afinal, Abel Braga, seu antecessor, chegou a dizer após derrotas para Atlético e Internacional pelo Campeonato Brasileiro que perder para essas equipes é “normal”. 

 

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Neymar quer o Barcelona? Mas o Barça ainda o quer? Imprensa catalã endoida http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/neymar-quer-o-barcelona-mas-o-barca-ainda-o-quer-imprensa-catala-endoida/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/19/neymar-quer-o-barcelona-mas-o-barca-ainda-o-quer-imprensa-catala-endoida/#respond Wed, 19 Jun 2019 21:12:33 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2307

As primeiras páginas de Mundo Deportivo e Sport na quarta-feira: Neymar é manchete óbvia

A primeira página do diário catalão Mundo Deportivo desta quarta-feira trouxe uma afirmação de Neymar, mesmo que sem confirmação do mesmo: “Eu não quero mais jogar aqui, quero voltar para minha casa, de onde nunca deveria ter saído”, teria dito o jogador a pessoas do seu staff. O outro jornal esportivo da região, o Sport, sentencia que o vestiário (leia-se os demais jogadores) diz “sim” à volta do brasileiro. Se depender das manchetes, tudo resolvido!

Ambas as publicações são versões dos madrilenhos Marca e AS, voltados ao Real Madrid. Suas manchetes, invariavelmente, tratam dos dois maiores clube da capital, como as capas dos dois periódicos  sediados na Catalunha destacam o Barça. Forçadas de barra não são raras na imprensa espanhola voltada prioritariamente aos dois gigantes. Em suma, para Mundo Deportivo e Sport, alimentar a ideia da volta de Neymar é muito interessante.

Já a TV3, trouxe informações muito diferentes do que os impressos vêm apresentando. É a principal emissora da catalunha, seguindo a tradição espanhola dos canais públicos — como eram a TVE e a TV Cultura em seus melhores dias, só que com mais audiência. “Alguns canais são muito fortes e com grande orçamento, caso da TV3 na Cataluña, EITB no País Basco e TVGa, da Galicia”, explica o jornalista brasileiro Fernando Kallas, que vive em Madri.

Matéria da TV3, no site da emissora, assegura que o Barcelona não quer Neymar

Pois a TV3, que não sustenta sua programação em cima de um time de futebol, informou que Neymar não é, hoje, uma opção para o Barcelona. Acrescenta que nos últimos meses houve várias abordagens para testar a viabilidade de um possível retorno ao Camp Nou, mas que o nome do brasileiro não está na mesa como opção. A forma como saiu de lá, a batalha judicial, as lesões dos últimos meses e os problemas fora do campo explicariam o posicionamento.

A emissora destaca, ainda, que para ter Neymar de volta seria necessário um elevado investimento, e a prioridade para reforçar o ataque do Barcelona continuaria sendo o francês campeão mundial Antoine Griezmann, do Atlético de Madrid, ao custo de 120 milhões de euros. O brasileiro foi vendido ao Paris Saint Germain por €222 milhões, há 22 meses. Seguindo um raciocínio minimamente lógico, faz todo sentido o que relata a TV3.

Mas o vazamento de “informações” é pesado. E deverá prosseguir. As manchetes dos jornais esportivos da Catalunha parecem garantidas. Pelo menos por mais alguns dias, semanas. Até que o futuro de Neymar seja realmente definido. Enquanto isso, surgirão frases do jogador, supostos comentários de ex-companheiros, enquetes com torcedores, lembranças do trio MSN com Messi e Súarez. O negócio, agora, é alimentar essa história.

 

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Seleção de Tite e seu velho defeito: é incapaz de encarar uma boa retranca http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/selecao-de-tite-e-seu-velho-defeito-e-incapaz-de-encarar-uma-boa-retranca/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/selecao-de-tite-e-seu-velho-defeito-e-incapaz-de-encarar-uma-boa-retranca/#respond Wed, 19 Jun 2019 02:28:03 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2291

Venezuela com 10 homens a proteger a área: problemas de Tite ante retrancas bem armadas – Reprodução TV

Com 25 minutos de bola rolando no segundo tempo, a Venezuela tinha duas finalizações certas (ambas com Darwin Machis) contra uma do Brasil (Richarlison, ainda na primeira etapa). Apesar dos 500 passes certos e 68% de posse de bola com menos de um quarto da partida para seu final, o time de Tite se resumia a cruzamentos (já passara dos 30), com muita, mas muita dificuldade para furar o bloqueio defensivo venezuelano.

Foi assim no amistoso contra a desfalcada Inglaterra, em Londres, amistoso disputado há 581 dias, em 14 de novembro de 2017. Também aconteceu diante da Costa Rica, na Copa em junho de 2018 e no primeiro tempo ante a fragilíssima Bolívia, na estreia pela Copa América, sexta-feira. A peleja disputada na capital inglesa marcou o primeiro duelo europeu de Tite à frente do selecionado canarinho. Ele se irritou com o ferrolho rival, mas nem deveria.

Aquela peleja se apresentou para o treinador como teste que ele não tinha encarado no pedaço das eliminatórias no qual treinou o Brasil. Pegando adversários mais fracos e que dependiam de resultados para vivo manter o sonho da ida à Rússia, os brasileiros não tinham, até ali, encarado uma defesa com cinco homens em linha capaz de oferecer tamanha resistência. Isso se repetiu em outras ocasiões, como as acima citadas.

Na Fonte Nova a Venezuela impôs o mesmo tipo de desafio à seleção de Tite. Ao final, o Footstats apontava 17 arremates brasileiros, ainda com apenas um na direção do gol oponente. Meia dúzia da Venezuela, um par no alvo. Ao todo, dos 41 cruzamentos feitos pelo Brasil, 15 foram de Daniel Alves. Eles deram o tom da falta de imaginação de uma equipe que passou o jogo inteiro despejando a bola na área rival.

As dificuldades foram as mesmas de antes. E o que isso significa? Que o treinador ainda não foi capaz de superar defesas enclausuradas no comando do time brasileiro. Logo ele, um especialista em times montados a partir de sistemas defensivos sólidos, difíceis de serem superados. Quase 600 dias depois do teste inglês, essa seleção brasileira segue reprovada nesse tipo de desafio, desta vez com um melancólico 0 a 0.

 

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Copa América não pegou. Seleção brasileira, que volta a campo, também não http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/copa-america-nao-pegou-selecao-brasileira-que-volta-a-campo-tambem-nao/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/18/copa-america-nao-pegou-selecao-brasileira-que-volta-a-campo-tambem-nao/#respond Tue, 18 Jun 2019 07:24:46 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2280 O primeiro jogo da Copa América foi um tanto desanimador. Brasil 3 x 0 Bolívia no Morumbi não tão cheio como se esperava e com atuação aquém dos comandados de Tite. O desinteresse é evidente, amplificado pelos gigantescos olhos da Conmebol, organizadora do certame, que estabeleceu preços absurdos para os ingressos, afastando o torcedor pelo bolso.

A resposta é a indiferença, a ponto de Chile 4 x 0 Japão receber pouco mais de um terço da capacidade do estádio são-paulino e isso até parecer bom, nas circunstâncias. A renda de R$ 4.705.020,00 foi proporcionada por 23.253 pessoas que lá estiveram, desembolsando, em média, R$ 202. Caríssimo! O reflexo disso é esse, o povo simplesmente vai pouco às partidas.

Ao mesmo tempo, o time brasileiro não gera expectativa, ansiedade. Pelo contrário. Obviamente não existe uma base científica em pesquisas feitas nas redes sociais, mas a enquete que promovi em minha conta no Twitter (@maurocezar), apresentou um resultado pelo menos… intrigante. Foram quase 15 mil votos em duas horas e o resultado abaixo.

 

Reprodução: Twitter

É no no mínimo emblemático que menos de 30% manifeste ansiedade pelos jogos do Brasil, superado pelo Uruguai. Ainda mais com a competição sendo realizada em solo brasileiro.

Claro que esse resultado mudará de acordo com o universo pesquisado. Mas sinais dados pelas arquibancadas vazias e reações como a dos 14.695 votantes em 120 minutos acendem, pelo menos, um sinal de alerta.

É carisma e história ficando para trás neste processo de afastamento da seleção em relação ao público, ao povo brasileiro. Casa vez mais evidente.

 

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Com ingresso médio a U$ 60, Copa América ocupa 43% dos estádios http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/com-ingresso-medio-a-u-60-copa-america-nao-ocupa-10-do-estadios/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/16/com-ingresso-medio-a-u-60-copa-america-nao-ocupa-10-do-estadios/#respond Mon, 17 Jun 2019 01:04:51 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2268

Trauco, do Peru, e Savarino, da Venezuela, diante de público equivalente a 22% da capacidade da arena gremista

Encerrados os cinco primeiros jogos da Copa América, o preço médio pago por quem foi ver as partidas atingiu R$ 230,49. Equivale a aproximadamente US$ 60. Pelos índices mais recentes, o rendimento médio de trabalho do brasileiro é de R$ 2.112, com metade embolsando média de R$ 754 mensais. O valor acima passa de 30% disso.

Com ótimos públicos, a Copa do Mundo feminina se realiza na França, onde o salário médio beira os R$ 8,5 mil. Lá foram oferecidos pacotes para três partidas pelo equivalente a R$ 110 e para um só jogo havia ingresso por R$ 40. Na Copa América, custava o triplo o mais acessível(?) para quem resolveu sair de casa neste domingo de Paraguai x Catar no Maracanã, por exemplo.

O público médio nas cinco primeiras pelejas (abaixo) foi de apenas 25.795 torcedores. Os estádios do Morumbi, Arena do Grêmio, Fonte Nova, Maracanã e Mineirão somam, juntos, perto de 300 mil lugares. Ou seja, cerca de 43% da capacidade total foi ocupada. O torcedor trata com indiferença quem cobra valores absurdos e não faz questão de sua presença.

Preço alto, público baixo:
Brasil 3 x 0 Bolívia: 47.260 torcedores no Morumbi – Renda de R$ 22.476.630,00; Preço médio do ingresso: R$ 475,59

Venezuela 0 x 0 Peru: 13.370 torcedores na Arena do Grêmio – Renda de R$ 2.400.800,00; Preço médio do ingresso: R$ 179,56

Argentina 0 x 2 Colômbia: 35.572 torcedores na Fonte Nova – Renda de 9.259.710,00; Preço médio do ingresso: R$ 260,30.

Paraguai 2 x 2 Catar: 19.162 torcedores no Maracanã – Renda de R$ 2.381.305,00; Preço médio do ingresso: R$ 124,27

Uruguai 4 x 0 Equador: 13.611 torcedores no Mineirão – Renda de R$ 1.534.535,00; Preço médio do ingresso: R$ 112,74

 

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O tamanho do desafio desta Copa América para a Argentina http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/o-tamanho-do-desafio-desta-copa-america-para-argentina/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/15/o-tamanho-do-desafio-desta-copa-america-para-argentina/#respond Sat, 15 Jun 2019 15:07:49 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2258

Divulgação

Por Joza Novalis*

O Grupo B, da Argentina é o mais difícil da Copa América. A Colômbia segue a ser um rival duríssimo. Seu jogo ganhou consistência sob o comando do português Carlos Queiroz, que dá sinais de estar preocupadíssimo em aprimorar o sistema defensivo. Ideia é a de trancar tudo lá atrás e explorar a criatividade de seus habilidosos jogadores de meio-campo. Outra vantagem é a qualidade do elenco até mesmo no banco de reservas, além do fato de que alguns de seus jogadores jovens vivem seus melhores momentos na carreira.

Neste sentido, destaques para Gustavo Cuéllar e Mateus Uribe. No papel, temos uma variedade de esquemas que vão do 4-3-3 ao 4-4-2 e até ao 4-2-2-2. Objetivo é o de deixar todas essas propostas apontadinhas para que uma delas dê conta de um rival e que uma outra faça frente a um rival diferente. Contudo na prática, o que temos é um comprometimento absurdo dos jogadores com as duas fases do jogo? Defesa e ataque.

O Paraguai tem boa seleção e o trabalho, ainda saindo do forno, de Toto Berizzo. O que vemos é um cuidado maior com as transições ofensivas, que estão cada vez mais rápidas. E há jogadores em alta, fator que também torna a seleção guarani um osso duro de roer. Problema do Paraguai é a constante troca de comando. Berizzo substitui Osório, que substituiu Chiqui Arce, que por sua vez substituiu o argentino Ramón Diaz. Tudo isso em três anos.

Há algo de estranho que tem afetado todos os últimos técnicos. Ainda assim, o Paraguai é uma seleção que pode aprontar a qualquer momento e para cima de qualquer um. Esses dois rivais vão complicar muito a vida da Argentina. Enquanto o Brasil só tem galinha morta no seu grupo, que é o mais fácil dos três, a Argentina tem o grupo mais difícil

Além disso, a Argentina é aquela seleção da qual se espera qualquer coisa, em geral, decepção. Scaloni praticamente “manda” agora na equipe. Ele tem boas ideias, mas suas convocações mostram que ainda é refém do que há de pior no futebol argentino.

Pensemos. Matías Suárez fez toda a carreira no Anderlecht. Quando clube e jogador entenderam que já estava na hora de ele sair, ele voltou para o único clube que o desejava, o Belgrano, justo aquele que o revelara para o futebol. Não foi o caso de jogador que tinha proposta e quis retornar para o clube do coração, longe disso. Ele não conseguiu transitar para gigantes da Europa (e justiça seja feita, teve um início avassalador no clube belga).

Então, no Belgrano, fez um belíssimo gol, numa partida. Efeito disso foi que Gallardo entendeu que para algumas situações seria interessante tê-lo no River. Como o campeã da Libertadores não tem contratado ultimamente, fizeram uma propaganda absurda sobre as qualidades deste jogador. Aliás, bom dizer, foi reserva no Millo mesmo em situações nas quais alguns titulares estavam lesionados.

Sim, no River tem jogado algo, não muito, mas algo, e sobretudo porque entra na equipe apenas para receber a bola na entrada da área. Foi o que bastou para que Scaloni o levasse à seleção. Pera lá, e o Icardi? Mas, em verdade, por que Suárez foi chamado? Porque é do River.

E Boca e River precisam ter alguém na seleção. Chamaram o Armani e o Andrada, que foi cortado por lesão. Grandes goleiros, mas se um deles não fosse de Boca ou River, não iria à Copa América. O Marchesín está no grupo. Hoje, é o melhor goleiro argentino em atividade.

Única razão para o técnico colocá-lo de titular é a preocupação de não ficar mal com uma das duas maiores comunidades futebolísticas do país. Quer mais? Se Armani estivesse no Atlético Nacional seria bem provável que não estivesse na Albiceleste. Jogava o fino da bola no clube colombiano, mas só chegou à seleção após se transferir para o River.

Por certo que temos nomes interessantes nesta atual Argentina. Mas o que Dí María está fazendo no grupo, após a temporada que teve e o desgaste que já vivia na seleção? “Ah, mas o Higuaín não está”. Não está porque não quis, porque resolveu se aposentar da Albiceleste.

Rejeição a Messi

Mas o que esperar da Argentina? Tudo bem que tem Messi, mas para alguns, é parte dos problemas da seleção. Absurdo. Não fosse por ele, sequer a equipe chegaria à final de Copa América ou Mundial. E na boa, Messi não estava nos pés “indecentes” de Higuaín naquela bola decisiva da Copa do Mundo do Brasil. Mas de fato há dois problemas que envolvem a presença de Messi: sua personalidade e a sombra de Maradona.

Sobre a personalidade, deixemos de lado aquela bobagem de que ele escala a seleção e só coloca para jogar os seus amigos. Nem sempre os seus amigos estão no time titular. Um dos principais é Banega, que não é um titular absoluto e que sequer foi chamado por Scaloni para a Copa América.

É que Messi entende muito de futebol. Sabe absolutamente tudo o que pode dar certo ou errado em alguma tática adotada. Porém, o seu respeito ao comando o impede de dar pitaco, caso não seja chamado para tal. E em geral, todos os últimos técnicos que passaram pela seleção expressaram certo complexo de inferioridade em relação ao craque do Barcelona. Isto é o que algumas pessoas dizem na Argentina e é bem possível que seja verdade.

Também dizem que nos vestiários os técnicos orientam vários jogadores, mas se sentem em desconforto para solicitar que Messi ocupe certo espaço do campo, por exemplo. Então, estamos diante de alguém que impõe respeito mesmo sem falar nada? Possível que sim. Uma autoridade silenciosa capaz de fazer até Neymar se comportar como um garoto que tem muito a aprender.

E se há algo que aparentemente tira Messi do sério é a incapacidade dos técnicos de tê-lo só como mais um jogador, e sem falar com ele nos vestiários, e a compensação desta falha na constante referência à sua genialidade, nas entrevistas coletivas. Também na Argentina dizem que foi isto que o levou a ter problemas com Sampaoli.

Messi sofre rejeição na Argentina? Sim e não. A cada dia ela se reduz de forma assustadora e vai se hospedando quase apenas nas “viúvas de Maradona”. Para essas pessoas, que em geral, são seres de muita idade, Maradona não ganhou apenas uma Copa do Mundo, ganhou uma guerra. Toda a humilhação que o país sofreu na Guerra das Malvinas foi devidamente compensada pela humilhação que Dom Diego aplicou sobre os ingleses.

Até o mau-caratismo é comemorado, embora nem todos que o fazem possuem caráter duvidoso. O gol de mão de Maradona traduz, em campo de jogo, um mau-caratismo que os ingleses cometeram, aos olhos dos argentinos da época, sobre a sua nação, no campo de batalha. A ilegalidade que permeia aquele gol encontra vingança ressonante na ilegalidade britânica de sua posse das Ilhas Malvinas.

Se a Argentina fez feio na guerra, no campo de jogo, Dom Diego fez o gol mais bonito da história das Copas. Se não bastasse isso, tem mais: Maradona era um gênio problemático e seus problemas e imperfeições traduziam sobretudo as imperfeições de uma nação e de muitos dos argentinos comuns. “Nós somos geniais, mesmo que imperfeitos e isto bastou para vencermos uma guerra contra uma potência mundial: eis a mais pura tradução de Diego Armando Maradona para alguns. Para essas pessoas mesmo que Messi ganhe uma Copa, nunca será Maradona, pois não terá ganhado também uma guerra.

O absurdo é tão grande que certa vez, um pai de aluno, em Neuquém, foi à escola pública de seu filho reclamar com a professora de história. Ela estava ensinando sobre a Guerra das Malvinas, mas não citara a guerra vencida por Maradona. Tudo isto, por certo, fotografa o que é para Messi a sombra de Maradona. Mas a rejeição já não acontece como antes.

Para as gerações mais jovens Messi já é o maior jogador da história do futebol argentino. Quando algo acontece com o craque do Barça, a solidariedade e carinho se fazem demonstradas das províncias do Sul à “República de Salta”, local setentrional que se considera diferente no contexto argentino.

Palavra rejeição a Messi, para essas pessoas, não tem sentido e chega a ser estranha. E para elas, um título da Copa América, oferecida por Messi, seria um presente muito relevante. Isto pode acontecer no Brasil, mesmo local onde o craque do Barça levou sua seleção ao vice-campeonato mundial, maior colocação da Argentina, após o caneco de 1986.

* o maior conhecedor de futebol latino-americano na imprensa brasileira

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Brasil estreia com vitória monótona. Como as entrevistas de Tite http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/brasil-estreia-com-vitoria-monotona-como-as-entrevistas-de-tite/ http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/2019/06/14/brasil-estreia-com-vitoria-monotona-como-as-entrevistas-de-tite/#respond Sat, 15 Jun 2019 02:26:09 +0000 http://blogdomaurocezar.blogosfera.uol.com.br/?p=2248

Seleção brasileira teve muitas dificuldades até abrir o placar, já no segundo tempo da peleja. Foto: Lucas Lima/UOL

Nada contra a pessoa, mas Tite, o técnico, não é personagem de entrevistas cativantes, interessantes, atraentes. Politicamente correto, professoral, muitas vezes é bem chato. Gente boa, mas chato. Nada demais se o time que leva a campo joga bem, e isso sempre ficou claro, não por acaso foi tão elogiado e virou quase unanimidade antes da Copa do Mundo de 2018. Mas a vitória sobre a Bolívia foi enfadonha, burocrática. Capaz de a coletiva do treinador ser mais movimentada do que a bola rolando no Morumbi.

O modesto time boliviano ficou lá atrás, trancado em sua intermediária, oferecendo aos brasileiros a chance de mostrar progressos em algo que preocupa Tite há tempos. Desde o amistoso com a esfacelada seleção da Inglaterra, em Londres, quando o Brasil parou na linha defensiva de cinco homens montada por Gareth Southgate, fica clara a dificuldade contra retrancas do gênero. Ideia que se reforçou no Mundial, quando a Costa Rica resistiu até os instantes finais na Rússia.

O público até vaiou o time canarinho, digo, de branco, ao final do primeiro tempo. Monotonia, poucos lances interessantes, placar aberto apenas com gol de pênalti marcado com auxílio do vídeo… Pouco, muito pouco ante um adversário tão modesto. O belo gol de Éverton Cebolinha já na parte final do cotejo, com os bolivianos mais cansados e frouxos diante da missão de fechar os espaços, deu cores vivas demais a um triunfo pálido. Monótono como as entrevistas de Tite.

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